Apresentação: Ricardo Santos – Sócio Gerente (CEO)

Chegou a minha vez 🙂

Entrei em contacto com a Matrix aos 9 anos, através de um maravilhoso super-mega-avançado ZX Spectrum com os seus 48Kb de memória. Para além das muitas horas de jogo que se seguiram, aprendi a primeira linguagem de programação – o BASIC – e, graças aos jogos de aventuras de texto, aprendi bastante Inglês. Depois disso seguiu-se o Commodore Amiga e com ele, aos 14 anos, a minha primeira empresa!

A empresa chamava-se LusoPD e penso que terá sido a primeira do género em Portugal. Numa época que em qualquer loja se vendia software pirata sem qualquer problema – vi numa revista que lá fora, em Inglaterra, existiam empresas que distribuíam software denominado de “Public Domain” e “Shareware“, coisa praticamente desconhecida cá. Assim, encomendei uma série de disquetes recheadas de programas, jogos e demonstrações a essas empresas e comprei uma segunda drive para fazer mais facilmente as cópias e coloquei uns anúncios no Correio da Manhã e passados uns dias os pedidos começaram a chegar. Para além de vender, tinha uma política de trocas – quem não quisesse comprar, bastava enviar algo que não estivesse no catálogo e recebia igual número de disquetes de volta, o que todas as semanas me aumentava o catálogo e o tornava mais interessante.

Resultado … fui vítima do sucesso! Passadas algumas semanas estava atulhado de pedidos e apesar de estar a fazer bastante dinheiro, com 14 / 15 anos não estava para passar os dias a embalar disquetes e a esperar em filas nos CTT – e o dinheiro não era assim tão importante – tinha criado a empresa por diversão – portanto decidi parar – faltou-me a visão para … hummm … contratar alguém? 🙂

Eventualmente decidi continuar pelo mundo da informática e entrei para o curso de engenharia informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Nova. Foram anos muito engraçados mas nunca me consegui dedicar 100% ao curso (há sempre tantas coisas interessantes para fazer e pouco tempo para tudo) mas eventualmente consegui termina-lo.

Ainda durante o curso tive os meus primeiros empregos – a montar uma rede de computadores para uma imobiliária, a moderar um chat para a então Oni (sim – pagaram-me para moderar um chat 😛 ) e ainda, em Inglaterra, a programar  numa aplicação bancária numas instalações top-secret, em que me obrigavam a comer “Fish and Chips” todas as sextas-feiras.

Em paralelo com isso, na faculdade, estive envolvido em alguns projectos muito interessantes (visualização 3D em Engª de software) e aprendi muito, tecnicamente e pessoalmente, no grupo de investigação QUASAR cujo líder, Prof. Fernando Brito e Abreu, me transmitiu, entre muitas outras coisas, como trabalhar num ambiente descontraído, alegre e envolvente – sem deixar de ser produtivo. Pude ainda dar aulas de programação na Força Aérea o que em si foi uma experiência … digamos … contrastante com o clima informal da faculdade – especialmente para quem não teve que cumprir o serviço militar- mas segundo soube depois (ainda hoje não tenho a certeza se é verdade) – qualquer professor lá, para os alunos, tem o equivalente de uma patente de tenente-coronel! lol … imaginem!

Entretanto surgiu a PTWS Alojamento Web. A Cila já contou a história de como surgiu e como evoluiu – resta-me apenas referir o meu lado da história. Na altura da criação da PTWS Alojamento Web, estava empregado, a trabalhar como programador numa instituição bancária, para uma empresa de consultadoria.  Como não estava muito contente com o trabalho em si, com o ambiente formal (tinha que trabalhar de gravata :S), e com o facto de que o ordenado era muito baixo, comparativamente com o que a empresa ganhava com o meu trabalho – decidi arriscar, despedir-me e voltar-me para os meus projectos – para além da PTWS Alojamento Web sou sócio/gerente de outra empresa – a Festa na Floresta.

As minhas ideias e contributos para a PTWS Alojamento Web são, para além das partes técnicas (em que gosto de fazer de tudo um pouco), a orientação e estratégia da empresa. Tento sempre que esta siga padrões de diferenciação das restantes empresas de alojamento web pois acho que só uma empresa que oferece algo de diferente ou funciona de modo diferente é que consegue competir num meio já estabelecido e de muita concorrência. Esses padrões passam por procurar disponibilizar um suporte ao cliente de qualidade (em termos de tempo de resposta e conteúdo), um bom ambiente de trabalho à equipa e em geral um código de ética que tem levado a PTWS Alojamento Web a ter uma conduta responsável, humana e de excelência.

Em relação ao futuro, pretendo que a PTWS Alojamento Web continue a crescer do mesmo modo que tem feito até agora – de uma forma equilibrada e sustentada, nunca dando passos maiores que as pernas. É expectável que a curto prazo se inicie a nossa expansão para outros países. Penso que é muito importante as empresas nacionais terem essa perspectiva pois Portugal precisa bastante de exportar para equilibrar a balança.

No que toca à infraestrutura, vamos continuar a substituir alguns dos serviços que até agora sub-contratávamos a outras empresas e prevemos duplicar a nossa capacidade (em termos de servidores) até ao final do ano.

Já dispomos de vários serviços aos quais ainda não fizemos um esforço de divulgação, como por exemplo os patentes no nosso website mais virado para as empresas (ptwsse.com), alguns deles aplicáveis a empresas de maior dimensão, como por exemplo o serviço de anti-spam, que alguns dos nossos maiores clientes (com mais de 500 contas de email) utilizam com um grau  de satisfação muito elevado. Há ainda um esforço para diversificar e oferecer serviços da Microsoft, tais como Hosted Exchange e Sharepoint, uma vez que a PTWS Alojamento Web é parceiro da Microsoft.

Presentemente estou alargar o meu conhecimento noutras áreas, nomeadamente estou a tirar um curso de permacultura que é um sistema que toca muitos tópicos que me interessam tais como agricultura biológica, sustentabilidade ambiental, energias renováveis e desenho de sistemas e redes sociais. Um dos muitos projectos que ainda está na gaveta é a implementação de um data-center alimentado apenas a energias renováveis 😉

Por último deixo-vos o final de um poema que devem conhecer 😀

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

In Movimento Perpétuo, 1956

Fish and chips

Sobre o Autor
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Ricardo Santos é o homem que segura o machado sobre a cabeça dos vários membros da equipa PTWS - está cientificamente provado que as pessoas trabalham melhor, à sombra ... :D
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15 Comentários a “Apresentação: Ricardo Santos – Sócio Gerente (CEO)”

  1. Se bem percebi o teu comentário referes-te à misturada de Luso com o pseudo anglicismo "Public Domain"? Era tudo uma mega-estratégia para, precisamente, devido à "bicudez" do caso, fazer com que as pessoas se lembrassem do nome 😛 … agora a sério … foram os 14 anos 😀

  2. Susana Claro diz:

    Sim Ricardo, sem dúvida que os Spectrum são os responsáveis pelo sucesso de muitos… e também foi a "minha" primeira máquina – mais correctamente a máquina do meu irmão que usava quando podia.

    Mas a minha área é outra – o marketing – e tenho uma questão a colocar-te. De onde surgiu o nome da tua primeira empresa?! É um caso bicudo de marketing, mas acredito que os teus 14 anos da altura tenham tido tudo a ver com a escolha do nome…

  3. Carlos Figueiredo diz:

    A PTWS é sem dúvida a melhor empresa de hosting que conheço.
    Serviço inpecável e sempre prontos para responder a questões.

    Continuem assim que vão no bom caminho

  4. Sérgio Zadi diz:

    ueeeeppppaaaaaaa amigo Ricardo, palavras de conhecimentos e sabedoria!!! Parabéns pela a sua carreira profissional, que isso sirva de exemplo para a minha vida e a de todos que por aqui passam!
    Forte abraço do amigo Sérgio Zadi

  5. Ricardo Malveiro diz:

    FCT <3

    😛

  6. Raquel Araújo diz:

    Ei Ricardo, não nos vão obrigar a comer "Fish and Chips", todas as Sextas Feiras pois não?? Ainda se fosse um Cozido à Portuguesa:D

  7. Wow! Ao ler os primeiros parágrafos parecia que me estava a ver ao espelho…

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