Suporte Mobile

O mercado mobile está em franco crescimento. Estima-se que em poucos anos existam mais tablets que pcs. A rápida mudança no paradigma dos dispositivos de computação leva a que as empresas devam adaptar-se às novas realidades, trabalhando arduamente para estarem constantemente um passo à frente, em constante proximidade para com os seus clientes. Hoje existem vários tipos de dispositivos móveis, várias dimensões, vários browsers e vários sistemas operativos.

O mercado está em efevergência e os grandes players lutam entre si em busca da fórmula mais consistente. Neste curto espaço de pouco mais de um ano, a Apple tem a dianteira. O iPad é um sucesso de vendas e é o responsável pela viragem das luzes da ribalta para os tablets. Para além deste formato há ainda que ter em mente o crescente número de smartphones que diariamente são comprados e que começam a relegar os telemóveis mais convencionais para uma fatia de mercado cada vez mais reduzida.

mobile devices

Hoje no mercado dos dispositivos móveis podemos efectuar uma divisão em três áreas: telemóveis, smartphones e tablets. Os telemóveis são ainda os que dominam o mercado e abrangem uma enorme quota da sociedade. Os smartphones serão aqueles que de momento conhecem um maior crescimento. Os preços são cada vez mais baixos e os produtos de gama mais baixa têm preços que tocam os telemóveis de gama média. O peso entre os argumentos de cada um e a relação qualidade/preço tem feito com que os utilizadores optem por adquirir um smartphone. Depois existem os tablets.

Ao nível dos telemóveis, os sistemas operativos que mais implantação têm são os nativos da marca. Estes sistemas operativos são regra geral limitados e os seus browsers são pouco interessantes em termos de funcionalidade. Ao nível dos smartphones existem cinco fortes marcas: Android, iOS, Symbian, Windows Phone e o da RIM que está presente nos Blackberry. A luta a que temos assistido hoje em dia começa a bipolarizar-se. A Google e a Apple lutam pelo domínio do mercado.

A Apple mantém-se fiel a si própria, produzindo dispositivos próprios cujo SO está perfeitamente integrado com o hardware. O estatuto de coolness atingido permite-lhes um nível de desejo de compra que lhes confere uma boa fatia do mercado. A estratégia do Google é diferente. As parcerias com vários fabricantes aumentam a sua base de distribuição, inundando quase semanalmente o mercado com novos lançamentos e a todos os preços. Por esta razão o Android está em franco crescimento e é cada vez mais utilizado.

A guerra dos tablets conta com mais players e é ainda mais complexa. Embora esta luta seja ainda recente assistimos a ferozes investidas por parte de empresas tecnológicas gigantescas que estão a fazer uma forte aposta para ter uma posição relevante. Como já foi dito estima-se que o número de tablets vai ultrapassar o número de pcs numa perspectiva a médio prazo. Por isso empresas como a Apple, a Google, a Samsung, a RIM, a Acer, a HP ou a ASUS estão a apresentar os seus modelos.

Para além da luta dos fabricantes existe ainda a luta dos sistemas operativos. Os iPads usam o iOS, os da HP utilizam o WebOS, o Playbook da RIM utiliza um sistema operativo próprio e os restantes estão a recorrer ao Android. Analisando estes dados quando se toma a decisão de fazer passar a estratégia da empresa pelo universo mobile podemos apontar baterias para o iOS e para o Android. Esta estratégia é aliás a que tem sido mais utilizada. Mas será a correcta?

 Como vimos o número de dispositivos mobile e de consequentes sistemas operativos associados às características do hardware fazem com que esta tarefa não seja nada fácil. Já se imaginou a criar aplicações para dar suporte a todas estas hipóteses? Quais os custos de implementação e de manutenção que uma escolha desta acarreta? Numa época de tanta indefinição e de tantas mudanças, há que optar por algo mais universal. Para além disso não nos podemos esquecer que a maior fatia do mercado está ainda nos telemóveis.

linkedin mobile

Tomemos como exemplo o Facebook. Esta rede social conta com números absolutamente fantásticos e regra geral os seus movimentos estratégicos são bem calculados. O Facebook tem duas aplicações nativas: iOS e Android. Estas aplicações foram desenhadas para uma melhor integração com os dispositivos e abrangem uma importante fatia de utilizadores de smartphones e tablets. Conscientes deste movimento podiam simplesmente ficar-se por aqui, mas não o fizeram.

Numa estratégia bastante mais abrangente criaram uma versão do site optimizada para mobile. Desta forma qualquer utilizador que aceda ao Facebook a partir da internet do seu telemóvel pode navegar correctamente no site. Posto isto, a rede social não está a excluir ninguém. Quando decidir partir para o universo mobile com a sua empresa a sugestão que deixamos é a seguinte: não implemente numa primeira fase aplicações.

Construa uma versão mobile dos seus sites e acompanhe a evolução dos mesmos. Conheça quais os tipos de dispositivos que acedem à versão mobile e as respectivas características. Para além de ter uma solução mais económica está também a abranger todos os utilizadores. Esta versão deve ser rica e objectiva em termos de conteúdo, porém não se esqueça que os dados de internet mobile são caros e preciosos. Assim, exclua elementos flash. Para além de não serem suportados por dispositivos Apple, são também elementos pesados.

Com esta estratégia consegue ter uma gestão mais eficaz do seu orçamento e evita preocupações com a manutenção das várias aplicações. Se por ventura os acessos através de dispositivos móveis tiverem um crescimento acentuado e cujo retorno justifica uma experiência mais integrada com o sistema operativo, então aí avance para as aplicações. A passagem para este mundo deve ser feita de forma meticulosa a inclusiva. Se tudo for feito de forma estruturada e pensada certamente será bem sucedido.


 

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